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Paradoxos da Liderança: Estabilidade e Transformação na Era da Mudança

  • Foto do escritor: Fábio Jardim Martinho
    Fábio Jardim Martinho
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura

Começo de ano é um período em que muitos falam de mudanças sem que seja um incomodo. Fala-se de resoluções para o ano que se inicia, sobre o que se quer mudar, o que se querer deixar de fazer e o que se quer começar a fazer. Mas, para outras mudanças, geramos imediatamente imunidades, só de pensarmos nelas.

Liderar uma organização em um mundo onde a única constante é a mudança, é caminhar sobre uma linha tênue. De um lado, a necessidade de estabilidade para garantir o engajamento e a confiança das pessoas. Do outro, a urgência de adaptação e inovação para manter a relevância no mercado. Esse é o paradoxo que define muitas agendas de transformação: como equilibrar o “fazer bem a coisa certa” com a coragem de abandonar o que já não serve?

Esse dilema nos leva a refletir sobre o papel crítico da comunicação em tempos de mudança. Afinal, não importa quão robusto seja o framework que escolhemos para organizar o caos, sem uma comunicação transparente, assertiva e engajadora, qualquer estratégia perde força.


O Paradoxo da Estabilidade e da Inovação

Manter o senso de segurança é vital para a continuidade do negócio e o engajamento das pessoas. Colaboradores precisam sentir que estão em um terreno sólido, onde suas contribuições têm valor e suas carreiras têm futuro. Mas essa segurança não pode se transformar em zona de conforto. A adaptabilidade é igualmente essencial, exigindo uma constante revisão do como e do porquê fazemos o que fazemos.

Nesse contexto, comunicar o porquê de cada mudança é essencial. Não basta declarar o que será diferente; é necessário construir pontes entre o presente e o futuro, explicando de forma clara e empática os benefícios da transformação e o papel de cada pessoa nessa jornada.


A Comunicação como Ponte

Há quem diga: “em tempos de mudança, as pessoas não resistem à mudança em si, mas à sensação de estarem sendo mudadas.” Essa resistência pode ser mitigada quando líderes adotam uma postura de proximidade, escuta ativa e clareza na comunicação.


1. Transparência que Constrói Confiança

A confiança nasce da transparência. Mesmo notícias difíceis, quando comunicadas com respeito e honestidade, podem fortalecer a relação entre a organização e seus colaboradores. Transparência não é apenas compartilhar o que deu certo, mas também os desafios e os riscos que precisam ser enfrentados.


2. Assertividade que Reduz o Ruído

Mensagens vagas geram dúvidas e, muitas vezes, insegurança. Ser assertivo significa ir direto ao ponto, com clareza e objetividade. Não se trata de eliminar a empatia, mas de garantir que cada colaborador saiba exatamente o que se espera dele e como ele pode contribuir.


3. Engajamento que Gera Ação

Comunicação é via de mão dupla. Não basta transmitir informações; é preciso engajar as pessoas no diálogo, permitindo que elas expressem suas dúvidas, preocupações e ideias. Um time que se sente ouvido é um time mais disposto a abraçar mudanças.


Líderes como Pilares da Comunicação

A relação entre líderes e liderados é o canal mais poderoso para disseminar confiança e engajamento. Líderes que se comunicam bem tornam-se agentes de transformação, conectando a estratégia organizacional ao dia a dia de suas equipes.

Para isso, é fundamental que os líderes:

  • Realizem reuniões frequentes e significativas, como one-on-ones, para ouvir e alinhar expectativas.

  • Desenvolvam a habilidade de dar feedbacks claros e construtivos.

  • Pratiquem a empatia, entendendo que mudanças organizacionais afetam pessoas de maneiras diferentes.


Organizando o Caos

Frameworks são importantes para estruturar iniciativas de mudança, mas eles só ganham vida quando a comunicação flui de maneira eficaz. Comunicar o contexto, os objetivos e as etapas da transformação não é apenas uma boa prática – é um fator crítico de sucesso.

No final, a verdadeira liderança na transformação é um ato de equilíbrio. Estabilidade e inovação, segurança e risco, estrutura e flexibilidade. O que conecta todos esses elementos é a comunicação, o fio condutor que mantém as pessoas engajadas e alinhadas, mesmo diante da incerteza.

Em tempos de mudança, comunicar não é apenas informar. É inspirar, engajar e criar uma narrativa que une o hoje ao amanhã. Porque, no paradoxo da estabilidade e da transformação, a comunicação é o que nos mantém no quadrante de "fazendo bem a coisa certa".




 
 
 

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